


Afinal, o que são ETFs e como funcionam?
ETFs (fundos negociados em bolsa, do inglês Exchange-Traded Funds) são fundos de investimento que são negociados na bolsa de valores à semelhança de ações individuais. Os ETFs detêm um conjunto de ativos, tais como ações, obrigações ou mercadorias e visam acompanhar o desempenho dos seus produtos. Por exemplo, um ETF que segue o S&P500 será composto por parcelas de ações das empresas dentro deste índice.
7/14/20244 min read
Afinal, o que são ETFs e como funcionam?
ETFs (fundos negociados em bolsa, do inglês Exchange-Traded Funds) são fundos de investimento que são negociados na bolsa de valores à semelhança de ações individuais. Os ETFs detêm um conjunto de ativos, tais como ações, obrigações ou mercadorias e visam acompanhar o desempenho dos seus produtos. Por exemplo, um ETF que segue o S&P500 será composto por parcelas de ações das empresas dentro deste índice.
Os ETFs podem conter diferentes tipos de investimentos. Por exemplo, podem ser constituídos por um conjunto de ações de uma área específica, um conjunto de títulos de dívida ou até mesmo o valor de uma mercadoria como o ouro. Isso significa que os ETFs podem ser variados entre si. Como cada ETF tem muitos investimentos diferentes num único produto permitem que haja uma simples diversificação da carteira de investimentos, acessível a um baixo custo.
Sabias que existem vários tipos de ETFs?
Existem diferentes tipos de ETFs que podem ser usados para diversas estratégias de investimento. Estes são alguns dos mais populares:
1. ETFs de Índice (Mais Popular): Estes ETFs procuram reproduzir e acompanhar um índice específico, como o S&P500 (um índice que reúne as 500 maiores empresas de capital aberto dos EUA listadas na Bolsa de Valores de Nova York e na Nasdaq).
2. ETFs de Títulos: Investem exclusivamente em títulos de dívida que podem ser governamentais, empresariais ou municipais.
3. ETFs de Commodities: Destinados a acompanhar o desempenho de commodities, como ouro ou petróleo bruto.
4. ETFs de Indústria: Seguem o desempenho de uma indústria específica, como tecnologia, petróleo ou produtos farmacêuticos.
5. ETFs invertidos: Projetos para lucrar com a queda dos preços das ações, vendendo ações a descoberto.
Mas qual é a diferença entre um ETF e um Fundo de Investimento?
Tanto os ETFs como os Fundos de Investimento permitem que as pessoas comprem uma composição de produtos ou ativos subjacentes. No entanto, existem algumas diferenças chave!
Um Fundo de Investimento é gerido ativamente por um gestor que analisa os ativos subjacentes e procura constantemente superar o desempenho médio do mercado. A compra e venda de ativos dentro do fundo é mais frequente. Em contraste, o gestor de um ETF apenas tenta acompanhar o valor dos ativos subjacentes, tendo uma gestão passiva do investimento. Assim, devido à gestão ativa, os Fundos de Investimento geralmente têm custos mais elevados em comparação aos ETFs.
Estas diferenças fazem com que os ETFs sejam uma opção atraente para investidores que procuram simplicidade, transparência e menores custos.
Mitos comuns sobre ETFs:
1. ETFs são apenas para investidores experientes: Não! Os ETFs foram concebidos para serem simples e são adequados para principiantes devido aos seus baixos custos e benefícios de diversificação.
2. É preciso muito dinheiro para começar a investir em ETFs: Pelo contrário! Muitas corretoras permitem-lhe comprar ações fracionadas, pelo que pode começar a investir até com apenas 5 euros.
3. Os ETFs são isentos de risco: Não, cuidado! Embora os ETFs possam reduzir o risco através da diversificação, continuam a estar sujeitas a risco de mercado e podem perder valor.
4. Todos os ETFs são iguais: Falso! Os ETFs variam muito em termos do que investem e da forma como são geridos. É importante pesquisar e escolher ETFs que se enquadrem na nossa estratégia e objetivos de investimento.
Como começar a investir em ETFs?
1. Definir os nossos objetivos financeiros: Devemos determinar o que pretende alcançar com os nossos investimentos. Poupar para a reforma, para o pagamento da entrada de uma casa ou simplesmente aumentar património.
2. Escolher a corretora: Procure uma corretora que ofereça uma plataforma de fácil utilização, taxas de negociação baixas e recursos educacionais. Muitos corretores também oferecem ações fracionadas, o que permite investir em ETFs com pequenas quantias de dinheiro.
3. Pesquisar ETFs: Compreender e conhecer os diferentes tipos de ETFs disponíveis e escolher os que alinham com a sua estratégias e objetivos financeiros (curto prazo vs longo prazo).
4. Avaliar o desempenho e as comissões: Analisar o desempenho histórico, o rácio de despesas e quaisquer taxas adicionais associadas ao ETF. Lembre-se que o desempenho passado não é indicativo de resultados futuros, mas pode dar uma ideia da consistência e do risco do ETF.
5. Diversificar a carteira: Por norma não devemos colocar todos o nosso dinheiro num único ETF. É importante distribuir os investimentos por diferentes tipos de ETFs para equilibrar o risco.
6. Monitorizar os investimentos: Reveja regularmente a sua carteira de investimentos para garantir que está alinhada com os seus objetivos financeiros. Reequilibre se necessário para manter a alocação de ativos desejada.
Por isto tudo e muito mais os ETFs podem ser uma ótima opção na carteira de investimentos de qualquer pessoa, mas principalmente para um jovem adulto, oferecendo diversificação, custos baixos e flexibilidade. Ao compreender os princípios básicos e ao fazer uma investigação aprofundada, pode tomar decisões informadas que o ajudem a atingir os nossos objetivos financeiros. Começando pouco a pouco, os nossos investimentos podem crescer a taxas bastante convidativas e atraentes a longo prazo.
